5ª Assembléia Ordinária de 10 MAI 1990

Aos Dez dias do mês de Maio de Hum Mil Novecentos e Noventa, na sede da Marco Assessoria Imobiliária Sociedade Civil Limitada, sob a presidencia do síndico, Sr. Marco Antonio Gonçalves, realizou-se a 5ª Assembléia Ordinária da "Sociedade Loteamento "Colinas do Atibaia".

Com a palavra, expôs o Síndico a situação dos guardas contratados pela Sociedade, esclarecendo que a guarda do Loteamento estava sendo efetivada somente no período diurno, face ao elevado custo dos guardas especializados, bem como, pela falta de elementos interessados nesta função. Nesse pouco, informou aos presentes que a guarita número hum fora arrombada e dela roubada a bacia sanitária e pia que já se encontravam ali instaladas.

A seguir, explicou ser necessária a majoração da contribuição mensal, o que foi aprovado, por unanimidade, passado de Cr$ 0,08 (Oito Centavos) o metro quadrado por mês para Cr$ 0,50 (Cinquenta Centavos).

Disse, em seguida, o Síndico, que em virtude da situação precária de uma das pontes da Estrada Sousas-Pedreira, recebeu solicitação de elemento da Sub-Prefeitura de Sousas para o ingresso de veículos pelo Loteamento durante o período de reforma dessa ponte. A medida foi posta em discussão, chegando os presentes à conclusão que deverá ser criada uma comissão para entrar em contato com o Sr. Sub-Prefeito de Sousas, a fim de disciplinar a utilização do Loteamento.

De qualquer modo, porém, ficou resolvido pelos presentes que ficaria vedada a passagem de caminhões pela ponte pertencente ao Loteamento, em face de ter sido recentemente reformada, seja qual for a sua tonelagem. Todavia, acordaram os presentes, que a ponte poderia ser utilizada pelos integrantes da Sociedade, para passagem de caminhões com carga, desde que respeitado o máximo de 4.000 (Quatro Mil) quilos.

Passou o Síndico, em seguida, a dizer da necessidade da construção de cerca de melhor padrão e durabilidade no trecho entre a guarita de número hum e a ponte sobre o rio Atibaia quando vários dos presentes se opuseram a essa benfeitoria até que fosse definitivamente aprovado o Loteamento, cujo processo se acha sob o exame do INCRA e da Secretaria do Meio Ambiente.

A questão foi alvo de discussões entre os presentes e o Síndico, inclusive, nesta altura, com o Dr. Guilherme Faria de Barros, tudo em face das interrogações e objeções colocadas no Loteamento pela funcionária da mencionada Secretaria de Meio Ambiente e plo engenheiro do INCRA, quando da vistoria procedida no Loteamento por estes técnicos no dia Oito do corrente mês.

Vários integrantes da Sociedade reclamaram do Síndico e do Dr. Guilherme Faria de Barros providências no sentido de esclarecer o andamento do processo de Loteamento, pois segundo informações do Sr. Arlindo Torres, elemento encarregado de realizar o assessoramento junto aos Orgãos Públicos ao Dr. Vicente de Paula Machado de Almeida, nada havia, até agora, sido aprovado.

O Síndico e, sobretudo o Dr. Guilherme Faria de Barros, prometeram que tomariam todas as medidas necessárias ao esclarecimento desses Orgãos Públicos no sentido de agilizar o processo de Loteamento, afirmando, ambos, que estavam cientes de que as objeções feitas ao Loteamento por ocasião da mencionada vistoria, não constituiriam obstáculos à sua aprovação, alegando que nova reunião seria realizada, dentro de alguns dias, com a presença do Sr. Arlindo Torres, a fim de que todos os integrantes da Sociedade recebessem esclarecimentos devidos sobre o andamento do processo.

Todas essas explicações não evitaram, porém, reclamações de vários proprietários, como aconteceu com o Sr. Martin Vay e o Sr. Robson da Cunha, pois alegavam que receberam informações do Síndico de que o processo já havia sido aprovado pelo INCRA. O Síndico, porém, que essa informação lhe fora dada pelo referido Sr. Arlindo Torres, daí decorrendo várias perguntas dos presentes acerca das objeções por aqueles técnicos durante a vistoria, que contou com a presença também do Síndico e dos Srs. Florisvaldo Nogueira, José Sílvio de Moraes e Dr. Vicente de Paula Machado Almeida, tendo este último relatado aos presentes a má impressão que lhe resultara dessa vistoria, ante os obstáculos feitos pelos citados técnicos.

O assunto se encerrou com a expectativa dos integrantes da Sociedade nas providências que lhes foram prometidas pelo Síndico e pelo Dr. Guilherme Faria de Barros.

Diante dessa situação ficam resolvidos que nenhuma benfeitoria seria contratada até a aprovação do Loteamento.

A seguir, esclareceu o Sr. José Sílvio de Moraes, encarregado da colocação do material apropriado à instalação de energia elétrica, que não poderia encerrar essa benfeitoria sem a concordância da Secretaria do Meio Ambiente, com o corte de árvores, medida necessária à passagem de cabos e fios de eletricidade e que, portanto, não poderia ser responsabilidado pela demora que disso irá decorrer, salvo concordasse a CPFL na ligação mesmo com a situação atual dos fios e cabos junto a algumas árvores.

Finalmente declarou o Síndico que o valor da taxa de ligação da rede de energia elétrica deverá ser paga à CPFL até o dia 08 de junho e que seu montante seria rateado entre os proprietáriosde glebas, levando-se em conta a área das mesmas.

Nada mais havendo a contar da referida ata, dou-a por encerrada, sendo por mim, Vicente de Paula Machado de Almeida lavrada e lançada no Livro competente pela funcionária Rosemeire Marques.

Presentes:
Antonio Fernando Soares
Edjard Roberto Ratto
Edio Theodoro Correia
Robson Antonio da Cunha
Antonio Miguel Formigari
Florivaldo Nogueira
Antonio de Souza Neto
Marco Antonio Gonçalves
Gerson Luz das Neves
Osmar Lourenço
Laerte Ziggiati
Martin Vay
José Silvio de Moraes
Luciano Portugal G. Bonilha
Dr. Vicente de Paulo Machado Almeida
Garbis Jacoub Bohjalian
Wilson Sachetto
Aymoré Caldas Souza
Afonso José Coutinho Dantas
Laerte Quintana
Renato Oliveira M. Faria
Dimas Tadeu Beato
José Calisto de Freitas