9ª Assembléia Ordinária de 25 ABR 1991

Aos Vinte e Cinco de Abril do ano de Hum Mil, Novecentos e Noventa e Hum, realizou-se a 9ª Assembléia Ordinária da Sociedade, no prédio de número Setecentos e Dezesseis da Rua Maria Monteiro, nesta cidade de Campinas, com a presença dos sócios que esta subscrevem.

Inicialmente fez uso da palavra o Sr. Guilherme Faria de Barros, para esclarecer sobre a situação do processo de aprovação do Loteamento, informando que funcionários do Departamento de Proteção de Recursos Naturais procederam nova vistoria no Loteamento, estando na dependência desse Orgão a elaboração do relatório, para que, a seguir, sejam realizadas as averbações exigidas pelo menos de duas áreas contendo matas consideradas de preservação permanente.

Em seguida, prosseguiu a Assembléia com os presentes portando demonstrativos financeiros referentes aos períodos de Vinte e Oito de Fevereiro à Trinta e Hum de Março e desta última data a Vinte e Cinco de Abril, todos do corrente ano.

O sócio Edio Theodoro Correa indagou a razão dos valores contidos nesses demonstrativos, relativos à aquisição de um veículo e da compra de dois mil bloquetes, dizendo não concordar com a compra desse veículo pelo Conselho Técnico Administrativo (CTA), em valor superior ao fixado pelos Estatutos, para despesas por esse orgão.

Pelo Síndico foi esclarecido o motivo dessa aquisição, sobretudo pela urgência na realização desse negócio, necessário ao transporte dos empregados da Sociedade e à locomoção dos mesmos dentro do Loteamento, o que vinha acontecendo com o veículo de propriedade do Zelador, mas de forma precária e prejudicial aos interesses da Sociedade, pois tal veículo é de muito uso, o que provocava atraso nas locomoções dos empregados e principalmente a apresentações de constantes defeitos, ocasionando uma série de problemas.

Afirmou o Síndico, ainda, que essa aquisição do veículo deu-se com a concordância de todos os membros desse Conselho, bem como, com a condição de que seria procedida sua venda, caso a presente Assembléia não referendasse o referido negócio.

Com isso não concordou o mencionado sócio, dizendo que fazia questão que seu voto constasse em ata, retirando-se em seguida da Assembléia.

Quanto ao valor dos bloquetes, declarou o Síndico que fora o mais barato apurado.

Todos os presentes concordaram com as contas que constam desses demonstrativos financeiros e, portanto, com os negócios realizados com os seus móveis acima, principalmente com o tocante ao veículo comprado em nome da Sociedade, pois reconhecida foi a sua necessidade.

Em seguida, foi posto em votação a indicação de Síndico da Sociedade, porque havia vencido o mandato atual.

Após a discussão sobre a questão, resolveram os presentes, por unanimidade, manter o Sr. Marco Antonio Gonçalves nessa função.

Prosseguindo, decidiram os presentes elevar o valor da taxa de manutenção mensal para Cr$ 0,75 (Setenta e Cinco Centavos) o metro quadrado, a partir do próximo mês de maio.

O Síndico fez elucidações, a seguir, das benfeitorias que estão efetivadas no Loteamento e da que estão em fase de elaboração.

Pelos presentes ficou decidido, em seguida, a alteração do ítem 2 (dois), do artigo 11 (onze) dos Estatutos, de maneira que o valor aí constante como limite para despesas pelo Conselho Técnico Administrativo passasse a ser de 50% da efetiva arrecadação da taxa de manutenção mensal, o que era indispensável ser realizado em fase da extinção dos BTNs e ausência de outro índice indexados a esses gastos por tal Conselho.

Em conseqüência o Artigo 11 (onze), ítem 2 (dois) passou a ter a seguinte redação:
"Autorizar despesas imprevistas, indispensáveis e que não possam aguardar a decisão da Assembléia Geral,
até o valor de cinqüenta por cento da efetiva arrecadação da taxa de manutenção mensal".

Por unanimidade foi decidido pelos presentes.

Prosseguindo a Assembléia, a instalação de uma linha telefônica no Loteamento, condicionada ao custo do projeto dessa benfeitoria, providência que será levada a efeito pelo engenheiro e sócio, Sr. José Sílvio de Moraes e que será submetido à Sociedade em Assembléia a ser futuramente designada.

Finalmente o Síndico deu a palavra à sócia Sra. Catarina Lins Menucci, a fim de ser exposto aos presentes, o projeto de paisagismo por ela elaborado, a fim de ser implantado no Loteamento.

Depois dessa explanação, concordaram todos os presentes com esse projeto, porém, com a observação de que o pagamento dessa obra, orçado em Cr$ 1.150.000,00 (Hum Milhão, Cento e Cinqüenta Mil Cruzeiros), não incluindo nesse valor o custo da grama e terra necessárias à implantação dessa benfeitoria, seria realizado em 2 (duas) parcelas nos dias 15 (quinze) dos meses de junho e julho vindouros, o que foi consentido pela referida paisagista, tendo a mesma estimado o total das despesas em Cr$ 1.600.000,00 (Hum Milhão e Seiscentos Mil Cruzeiros), aproximadamente.
As parcelas acima serão de cinqüenta por cento cada uma, do montante da obra.

Nada mais havendo a constar da presente Ata, dou-a por encerrada, indo, por mim, Vicente de Paulo Machado de Almeida, designado secretário, lavrada e lançada no Livro competente, bem como a assinatura de todos os presentes.

Presentes:
Marco Antonio Manfredini
Antonio Miguel Formigari
Florisvaldo Nogueira
Marco Antonio Monteiro
MARCO ASSESSORIA IMOBILIÁRIA S/C LTDA
Gerson Luz das Neves
Ernesto Kulmann Filho
Afonso José C. Dantas
Dimas Tadeu Beato
Edio Theodoro Correia
Zsolt Tamas Makray
Edjard Roberto Ratto
José Silvio de Moraes
Dr. Vicente de Paulo Machado Almeida
Wilson Massayuki Sato
José Paulo de Andrade Filho
Renato Oliveira M. Faria
José Calisto de Freitas

Esta Ata foi registrada no Cartório Privativo de Registro das Pessoas Jurídicas de Campinas em 06 AGO 1991 no microfilme 143.013.